segunda-feira, 28 de junho de 2010

palavras pagãs

Você anda na água mas não me vê. Eu digo que acredito, mas tenho medo de viver a sua lei que me corrompe, e me faz crer que minha fé é falida. Então torno a desobedecer. Mas onde está você?
A sua reza me assusta, e me faz imaginar que somos pobres servos de alguém sem a própria fé.
Suas palavras entregam a sua fraqueza maior. Seja você aí quieto ou cantando à uma só voz o tal hino de louvor!
Quem é que está no céu? Peço que não cubra seu rosto com esse véu. Não comerei a maçã. Esquecerei todas as minhas palavras pagãs!
Agora, sento nas cadeiras, de plástico ou de madeira. Eu canto e eu ou ouço a Palavra Sagrada, mas eu não entendo qual é a finalidade de todo esse sermão. Não entendo sua lição. Senhor, acho que sou um garoto pagão.
Mas eu fui batizado pela Igreja de Deus. Meu conhecimento não foi Ele que me deu. Ao crescer e viver, estudar e compreender eu fiz a minha moral. Agradeço que sou mais um pobre mortal.
Peço que quem estiver ouvindo, não fuja de mim. Eu estou aqui de joelhos pedindo perdão pela minha falta de fé. Mas me diga a verdade, a unica verdade que pode vir da boca de uma divindade. Seja sincero comigo, e serás sincero com o futuro. Se criastes, porque queres destruir?
Eu tenho medo da Igreja porque suas palavras não me dão certeza. Todos parecem robôs movidos por um controle remoto com mais de 2000 anos de frieza.

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