quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cigarros e Álcool

Se eu não voltar pra casa, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu esquecer a sua cara, culpe os cigarros e o álcool.
Se você não entender o que eu falo, culpe os cigarros e o álcool.
Se pular na frente de um carro, culpe os cigarros e o álcool.
Mas se eu disse que nunca mais farei de novo, por favor acredite, porque pelo menos alguém precisa acreditar.
Se eu acordar na China, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu contar a minha sina, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu esquecer dos meus atos, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu vomitar nos meus sapatos, culpe os cigarros e o álcool.
Mas se eu achar que estou rosado, por favor acredite, porque assim consigo ficar acordado.
Se eu disse que sou um gigante, culpe os cigarros e o álcool.
Juro que não sou um farsante, pois meu coração é grande.
Se eu disser que sou um gnomo, culpe os cigarros e o álcool.
Me leve para casa, pois nessas horas não sou autônomo.
Mas se no fim do mundo eu acordar, me leve pra outro lugar, pois sou apenas um vagal, mais um marginal.
Se eu pegar a gordinha, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu mijar na visinha, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu for preso ou roubado, culpe os cigarros e o álcool.
Se eu acordar pelado, culpe os cigarros e o álcool.
Mas se eu disse que tive sorte de comer a gostosa, porfavor acredite, porque pelo menos alguém precisa acreditar.
Mas ainda lembro de você.

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